Dist(ânsia)
Papéis revirados, folhas amassadas
Com quantas assinaturas se tem uma raça escravizada?
Martírio de uma nação, explicação equivocada
Pandemia de grupos largos, pirâmide etária achatada
Distanciamento social forçado
Se o preto já fora ignorado, em tempos de doença é menos
tocado
Mortes de um sentimento inócuo, afeto não se faz eficaz
Andarilhos em avenidas de sangue
Andando sempre em frente
(Não olhe para trás)
Estigma histórico somente ignorado
Caso cura seja encontrada
mídia apagará
Seria mesmo necessário?
Povos não se encostam nem em palavras do dicionário
Preto com faixa branca de proteção
Branco com chicotes vermelhos de sangue
Evitando aglomeração
Saindo com amigos, inocentes viram gangues
Inópia de moralismo
Perco-me em lágrimas escritas
Tentativas falhas de alcançar
estabilidade ao acordar,
sem o medo da visita de manhã
ser a morte a me buscar...
Intérprete do poema : Júlia Telles ( 9º ano )
Autora : Amanda Rocha ( 9º ano )
Como é lindo de sentir e se ver, que os jovens são o presente mais presente que temos. Que orgulho de ser professor e ter nas mãos, nos olhos, no coração alunas que fazem o saber ter sabor. Muita gratidão Amanada e Juliana, junto somos melhores e podem ter a certeza de que confio em vocês e dias melhores virão.
ResponderExcluir